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Diferenças entre Sistemas Supervisórios e as aplicações desenvolvidas por meio de uma plataforma IoT

Atualizado: 21 de jun. de 2023


Operador em uma indústria utilizando Sistemas Supervisórios e aplicações desenvolvidas por meio de uma plataforma IoT

Quando falamos no monitoramento de dados na indústria é comum pensarmos nos Sistemas Supervisórios, ou Supervisory Control And Data Acquisition (SCADA). Porém, você sabe realmente o que são esses sistemas? E como diferenciá-los das aplicações (APP’s), desenvolvidas por meio de uma plataforma IoT, para monitoramento remoto de dados? Continue a leitura que neste artigo vamos apresentar informações importantes sobre cada uma dessas soluções. O que são e como funcionam os Sistemas Supervisórios?

Os Sistemas Supervisórios são softwares que têm por finalidade monitorar, de forma autônoma, dados importantes em um processo produtivo dentro de uma indústria. Nesse processo, os Sistemas Supervisórios:

· Identificam as situações fora dos padrões

· Sinalizam o problema em tempo real, por meio de alarmes

· Possibilitam o envio de comandos aos dispositivos/ equipamentos conectados

O funcionamento de um Sistema Supervisório ocorre por meio dos principais componentes: Sensores e Atuadores, Estações remotas (aquisição/controle), Rede de comunicação e de monitoramento central.

Sensores: dispositivos responsáveis por converter parâmetros físicos em analógicos e digitais, que são enviados para as estações remotas. Exemplos de parâmetros: nível de ruído, temperatura, pressão, entre outros, relacionados a uma determinada máquina/equipamento.

Atuadores: dispositivos que exercem ações sobre o processo. Como exemplo: ligar, desligar, movimentar e modificar o status de equipamentos/máquinas.

Estações remotas: o processo de aquisição dos dados se inicia nas estações remotas. Para isso, são utilizados os chamados PLC’s – Programmable Logic Controllers (ou CLP’s – Controlador Lógico Programável) ou as RTU’s – Remote Terminal Units (ou Unidade Terminal Remota). Vamos explicar, os PLC’s e as RTU’s são dispositivos eletrônicos que possibilitam a comunicação entre a estação central de monitoramento e os equipamentos monitorados. Através destes dispositivos obtemos os dados informados pelos sensores, execução de seus cálculos e apresentação de saídas.

Estações de monitoramento central: são responsáveis pelo monitoramento e supervisão do sistema. Recebem as informações encaminhadas pelas estações remotas e atuam conforme os eventos apresentados. Podem ser apresentadas em um único ambiente/computador, ou também distribuídas em vários, como uma rede, que possibilita o compartilhamento de dados. Rede de comunicação: é responsável pela troca de informações entre as estações remotas e as estações de monitoramento central. Devem ser implementadas, de acordo com certos requisitos e distâncias, como, por exemplo, através de cabos de fibra óptica, serviços discados e dispositivos sem fio.


O que são e como funcionam as aplicações desenvolvidas por meio de uma plataforma IoT, para monitoramento remoto de dados? Essas aplicações (APP’s) são softwares, desenvolvidos por meio de uma plataforma IoT, com a utilização de recursos como: SCADA, EAM, Analytics, Reports, IoT Device Connection. E que possibilitam o monitoramento e a gestão, de forma remota, de diversos dados, captados por diferentes sensores instalados em campo, em máquinas/equipamentos, etc. Veja abaixo um esquema do funcionamento de um sistema de Internet das Coisas (IoT) na indústria, que apresenta a atuação das aplicações, desenvolvidas por meio de uma plataforma IoT, para monitoramento remoto de dados.

Esquema do funcionamento de um sistema de Internet das Coisas (IoT) na indústria com a explicação do papel dos Sistemas Supervisórios
Esquema do funcionamento de um sistema de Internet das Coisas (IoT) na indústria, que apresenta a atuação das aplicações, desenvolvidas por meio de uma plataforma IoT, para monitoramento remoto de dados. Soluções que podem ser utilizadas em conjunto aos Sistemas Supervisórios.

Essas aplicações apresentam diversos dashboards com diferentes visualizações dos dados acompanhados, possibilitam a geração de relatórios personalizados, a criação de um histórico de dados para análises mais estratégicas e previsibilidade de cenários. Ofertam também a geolocalização dos dispositivos monitorados. Possibilitam ainda o envio de alarmes aos usuários, diante de oscilações importantes dos dados monitorados. As APP’s podem ser integradas à sistemas e softwares de gestão já utilizados nas indústrias, para compilar e correlacionar diversos dados do negócio. E, dessa forma, possibilitar uma consulta mais ágil, pratica e uma análise mais inteligente. Certo, mas então, quais são as diferenças das aplicações desenvolvidas por meio de uma plataforma IoT, para monitoramento remoto de dados, e os Sistemas Supervisórios?


Para falarmos sobre essas diferenças vamos apresentar a thingable!, nossa plataforma IoT low-code, de alta performance, que apoia empresas no desenvolvimento de aplicações IoT para monitoramento remoto de dados, de forma simples, rápida e intuitiva. Na thingable!, o usuário encontrará um ambiente "self service" com capacidade de integrar qualquer dispositivo, além de um conjunto de ferramentas para criação de uma aplicação IoT em poucos cliques. Vale saber que entre essas ferramentas estão certos recursos de Sistemas SCADA, que possibilitam que tais aplicações IoT realizem o monitoramento e o gerenciamento remoto de dados, utilizando protocolos para comunicação pela Internet.


Mesmo aparentemente apresentando as mesmas possibilidades, as aplicações, desenvolvidas pela plataforma thingable!, e os Sistemas Supervisórios, são ferramentas diferentes. E um dos principais pontos de diferenciação está na base, no objetivo de atuação de cada uma delas. Vamos explicar melhor.


As aplicações (APP’s), desenvolvidas por meio da plataforma IoT thingable!, são soluções que possuem como objetivo base a apresentação de informações, a geração de relatórios e a possibilidade de uso de API´s para compilação e melhor entendimento de diversos dados. Mesmo não sendo o foco de atuação, elas ofertam, em contextos mais simples, e não críticos, o acionamento de comandos. Em contextos críticos será preciso estabelecer um sistema em campo para avaliar a redundância do comando.


Já os Sistemas Supervisórios são soluções aplicadas em contextos mais complexos e críticos. Atuam possibilitando o monitoramento remoto de dados, em geral, utilizando protocolos industriais e redes cabeadas. E, possuem como foco, a possibilidade de acionamento de comandos, o que é realizado pela mesma rede. Por isso, são usados com base em plantas industriais onde as entradas e saídas possuem variações previstas. Contextos em que, quando identificadas alterações, é exigido o acionamento imediato de comandos.


É importante reforçar que, o fato de serem soluções diferentes não anula a possibilidade de trabalharem de forma paralela, e colaborativa, em plantas industriais. As aplicações desenvolvidas por meio da plataforma IoT thingable!, são usadas em ambientes industriais em colaboração com os Sistemas Supervisórios já implementados. E, em conjunto, tais soluções possibilitam o gerenciamento e análise de diversas informações referentes aos equipamentos que compõem a planta industrial. Proporcionam maior controle, redução de custos com manutenção, e uma gestão mais inteligente e eficiente da operação.


Quer conferir, com mais detalhes, como é a atuação desses dois tipos de soluções no contexto industrial?


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