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5 situações que mostram que sua manutenção está sendo gerida no improviso

Muitas empresas acreditam que têm controle sobre a manutenção porque conseguem resolver os problemas quando eles aparecem. A máquina quebra, a oficina atua rapidamente e a operação continua funcionando. Mas isso não significa que exista uma gestão eficiente.

Ainda é comum encontrar locadoras e empresas com frota própria operando de forma reativa, tomando decisões com base em planilhas, anotações manuais e percepção da equipe operacional. O problema é que o improviso aumenta paradas inesperadas, reduz a disponibilidade dos equipamentos e afeta diretamente a rentabilidade da operação.



1. A manutenção só acontece depois da quebra

Esse é um dos sinais mais comuns de uma operação reativa. Em muitas empresas, a manutenção preventiva até existe no papel, mas o dia a dia da oficina acaba dominado por medidas urgentes.

Quando a manutenção acontece apenas depois da falha, o prejuízo vai muito além do reparo. A parada de uma máquina pesada pode gerar atrasos, perda de produtividade e impacto direto na operação.

Imagine uma plataforma elevatória operando em um galpão com alta demanda. Durante o trabalho, o motor apresenta superaquecimento e o equipamento precisa parar imediatamente. Além do custo do conserto, a empresa precisa reorganizar a operação até que a máquina volte a funcionar.

2. O controle de horas trabalhadas depende de anotações manuais

Praticamente toda a programação preventiva depende do controle correto das horas trabalhadas. Mesmo assim, muitas empresas ainda acompanham esse indicador em planilhas ou manualmente.


Nesse modelo, basta um registro errado ou atrasado para comprometer decisões importantes da manutenção. Imagine dois operadores registrando horários diferentes para o mesmo equipamento ao longo do mês. A divergência faz com que a preventiva aconteça fora do momento ideal. Com o tempo, o desgaste aumenta e os custos começam a aparecer.


Sem dados confiáveis, a manutenção perde previsibilidade.


3. Ninguém sabe qual máquina custa mais caro para operar


Muitas empresas acompanham o custo total da manutenção, mas poucas conseguem identificar quais equipamentos realmente estão comprometendo a margem da operação. Sem indicadores individuais, o gestor perde visibilidade sobre quais máquinas apresentam mais falhas, baixa disponibilidade ou custos corretivos acima do esperado.


Imagine uma empresa com dez equipamentos operando simultaneamente. O gestor acredita que toda a frota possui desempenho semelhante, mas descobre que apenas duas máquinas concentram a maior parte das paradas corretivas e dos custos da oficina. Sem essa visibilidade, a empresa continua investindo em ativos que já estão reduzindo a rentabilidade da operação.


4. O MTBF da operação é desconhecido


A máquina começa a falhar com mais frequência, mas ninguém percebe que existe um padrão se formando. Para muitas empresas, a quebra só vira problema quando o equipamento já está parado.


O MTBF (Mean Time Between Failures), ou Tempo Médio Entre Falhas, mostra quanto tempo, em média, uma máquina consegue operar antes de apresentar uma nova falha. Quando o MTBF começa a diminuir, normalmente é sinal de desgaste acelerado, manutenção preventiva ineficiente ou falhas recorrentes.


Imagine uma escavadeira que operava cerca de 500 horas antes de apresentar uma nova falha hidráulica. Com o tempo, os problemas passam a acontecer a cada 180 horas trabalhadas, indicando perda de confiabilidade.


O cálculo do MTBF é simples:

MTBF = (TD -TM) / P


Tempo Real de Disponibilidade (TD): Período em que a máquina irá operar sem precisar de nenhuma interrupção para reparo.


Tempo Total de Manutenção (TM): Período em que a máquina ficou parada por conta de manutenção e falhas.


P (Parada): Quantidade de vezes que a máquina ficou ociosa devido ao reparo.

Por exemplo:


  • uma máquina operou 1.200 horas;

  • apresentou 4 falhas.


O MTBF será de 300 horas.


Na prática, isso significa que, em média, essa máquina consegue operar 300 horas antes de apresentar uma nova falha. Se antes a máquina operava 500 horas sem falhar e agora passa a apresentar problemas a cada 300 horas, por exemplo, é um sinal claro de aumento no desgaste, falhas recorrentes ou perda de eficiência da manutenção preventiva. Esse indicador ajuda o gestor a antecipar problemas antes que eles se transformem em paradas críticas na operação.


5. A compra de peças sempre acontece em caráter de urgência


Quando as peças só são compradas depois da falha, a operação passa a lidar com fretes emergenciais, máquinas paradas aguardando reposição e decisões tomadas sem planejamento.


Imagine uma pá carregadeira parada durante quatro dias aguardando uma peça hidráulica. Durante esse período, a operação perde produtividade e corre risco de atrasar contratos.


Grande parte dessas situações poderia ser reduzida com acompanhamento preventivo da condição dos equipamentos.


Conclusão


Improviso pode até manter a operação funcionando no curto prazo, mas dificilmente sustenta crescimento e rentabilidade ao longo do tempo. Empresas que tratam manutenção como estratégia conseguem reduzir paradas inesperadas, aumentar disponibilidade dos equipamentos e tomar decisões mais rápidas sobre a frota.


Hoje, o monitoramento remoto já permite acompanhar em tempo real indicadores operacionais, padrões de uso e tendências de falha, transformando dados em ações preventivas antes que o problema aconteça.


Indicadores como disponibilidade mecânica, custo por hora e MTBF deixam de ser apenas números técnicos e passam a apoiar decisões estratégicas sobre produtividade e rentabilidade da operação.


Para aprofundar o tema e entender os principais indicadores utilizados na manutenção de máquinas pesadas, a thingable! disponibilizou gratuitamente uma planilha completa com os cálculos e aplicações práticas dos indicadores: Planilha gratuita: principais indicadores da manutenção de máquinas pesadas


Com o monitoramento remoto da thingable!, empresas conseguem acompanhar indicadores em tempo real, identificar padrões de falha e reduzir paradas inesperadas.



 
 
 

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